Buscar

Acesso Restrito

UFES
Laboratório

Home

Estudo Comparativo entre o Antimoniato de N-Metil-Glucamina e o Estibogluconato de Sódio PB88 no Tratamento da Leishmaniose Cutânea Localizada

AUTOR:  PATRÍCIA DUARTE DEPS

ORIENTADOR:  Aloisio Falqueto

INTITUIÇÃO:  Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NÍVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  06/10/1998

RESUMO/Introdução:  A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença endêmica no estado do Espírito Santo assim com no restante do Brasil.  O tratamento de escolha é realizado com antimoniais pentavalentes, estando disponíveis o antimoniato de N-metil-glucamina e o estibogluconato de sódio.  No Brasil vinha sendo utilizado o antimoniato de N-metil-glucamina (GlucantimeÒ) como única opção terapêutica de primeira escolha, distribuída aos pacientes pelo Ministério da Saúde para o tratamento da LTA, quando, em 1996, foi introduzido o estibogluconato de sódio (ES) BP88Ò, de fabricação chinesa. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia clínica e a toxicidade deste ES BP88Ò comparado ao GlucantimeÒ (GL) no tratamento da leishmaniose cutânea localizada (LCL). Material e métodos:  Foram tratados 32 pacientes com GL e 31 com ES BP88Ò, ambos na dose de 15 mg Sbv/kg/dia durante 20 dias.  Os pacientes eram provenientes do Serviço de Leishmaniose do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Vitória-ES), no período de dezembro de 1996 a dezembro de 1997. Foram realizados ECG, dosagens séricas de uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina, amilase e lipase nos dias 0, 10, 20 e 90 dias após o término do tratamento, bem como a pesquisa da presença de efeitos colaterais sintomáticos, nas mesmas oportunidades.  Resultados:  Considerando o grupo de pacientes que recebeu GL versus (vs) o que receber ES PB88Ò, encontrou-se 26 vx 24 curados, 5 vs 6 casos com recaídas, e 1 vs 1 não resposta ao tratamento, respectivamente.  Os níveis séricos de TGO, TGP, amilase e lipase mostraram-se mais elevadas no grupo que recebeu ES BP88Ò, no décimo dia (p<0,05) e no vigésimo dia de tratamento, comparando ao grupo que recebeu GL.  O ECG mostrou alterações da repolarização (onda T negativa) e aumento dos valores do QTc e em alguns pacientes em ambos os grupos terapêuticos, não sendo detectada diferença estatística entre os grupos.  Os efeitos adversos mais frequentes no grupo de pacientes que recebeu o GL vs o que recebeu o ES BP88Ò foram, em ordem decrescente, artralgia, cefaléia, febre, adinamia e mialgia vx anorexia, cefaléia, febre, artralgia, adinamia e mialgia, não existindo diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos.  Conclusões:  Ambas as medicações mostraram-se semelhantes do ponto de vista de eficácia e apresentação de efeitos colaterais sintomáticos.  Porém, as alterações das enzimas hepáticas e pancreáticas foram significativamente mais elevadas no grupo que recebeu ES BP88Ò,  principalmente no décimo dia de tratamento.  Palavras chaves: 1-Leishmaniose tegumentar; 2-Farmacologia.

Nematóides Intestinais, Infecção por Toxocara e Infecção Estafilocócica em Crianças: uma Possível Associação

AUTOR:  SANDRA FAGUNDES MOREIRA DA SILVA

ORIENTADOR:  Fausto Edmundo Lima Pereira

INTITUIÇÃO:  Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NÍVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  23/10/1998

RESUMO/Introdução: Alguns autores têm admitido que as infecções helmínticas possam representar fator de risco para infecções estafilocócicas, especialmente abscesso piogênico do fígado e piomiosite tropical.  Objetivos: Estudar a frequência de nematóides intestinais e de infecção com Toxocara  sp em crianças com infecção estafilocócica e em crianças sem esta infecção, internadas no mesmo hospital, para verificar o grau de associação entre elas.  Local e tipo do estudo: Estudo caso-controle, realizado no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória-ES.  Pacientes e métodos: Oitenta crianças com infecção estafilocócicas e cento e dez crianças sem esta infecção foram submetidas exame parasitológico de fezes (Hoffmann-Pons e Janer, Baermann e Kato-Katz), sorologia para Toxocara (ELISA, IgG com antígeno de secreção-excreção), dosagem das imunoglobulinas e contagem de eosinófilos no sangue periférico.  Resultados:  A média das distribuições da idade, sexo e procedência e as condições sócio-econômicas dos pacientes não deferiram nos dois grupos.  A frequência de nematóides intestinais e de sorologia positiva para Toxocara foi significativamente maior nas crianças com infecção estafilocócicas que nos controles, respectivamente: nematóides intestinais: 55/80 (68,8%) e 25/110 (22,1%), OR=7,48 (IC95%=3,90-14,32); sorologia positiva para Toxocara: 47/80 (58,8%) e 32/110 (29,1%), OR=3,47 (IC95%=1,89-6,36).  A eosinofilia periférica e os níveis séricos de IgE foram significativamente maiores nas crianças com infecção estafilocócica.  Conclusões: Concluiu-se que existe uma associação signficativa entre infecção com nematóides intestinais e/ou com Toxocara e infecção estafilocócica, fato corroborado pela maior iosinofilia circulante e maiores níveis de IgE nos pacientes com infecção estafilocócica.  Uma possível explicação para essa associação seria a facilitação da infecção bacteriana decorrente da imunomodulação induzida pelas helmintíases, provocada pela forte ativação de linfócitos Th2, esta, por sua vez, produzida pelos antígenos das larvas e vermes adultos.  Palavras chaves:  1. Nematóides; 2. Toxocara  3. Staphylococcus;  4. Parasitas Intestinais.

Doença Meningocócica na Criança : Avaliação da Frequência da Miocardite em Necropsias e Avaliação dos Níveis Séricos da Troponia I Cardíaca no Momento do Diagnóstico

AUTOR: Norma Suely Oliveira Garcia.

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo.

ORIENTADOR: Fausto Edmundo Pereira.

NÍVEL:  Mestrado

DEFESA EM : 26/10/1998.

 

RESUMO/Introdução: Na doença meningocócica (DM), admite-se que a ocorrência de miocardite, possa ser fator agravante na disfunção cardíaca em alguns casos da doença, mas com características e frequência pouco conhecidas. A Troponina I cardíaca (TnIc), marcador molecular sensível e específico para detectar lesões miocárdicas, pode ser útil para identificar agressão miocárdica em pacientes com DM. Objetivos, tipo e local do estudo: Estudo descritivo de corações de crianças falecidas com DM e da avaliação sérica da TnIc em crianças com DM no momento do diagnóstico, atendidas no Hospital Nossa Senhora da Glória, Vitória, ES.  Pacientes e Métodos: Estudo do coração de 31 crianças com DM, submetidas à necropsia, utilizando os critérios de Dallas para diagnóstico de miocardite e avaliação sérica da TnIc (método imunoenzimático) de 36 crianças com DM nas primeiras 24 horas após o diagnóstico. Avaliação sérica da TnIc em 40 crianças  sem suspeita de lesão cardíaca e em 8 crianças nas quais havia possibilidade de lesão, cardíaca, como controle do método. Resultados:  (a) Miocardite focal, de intensidade mínima ou moderada em 13 de 31 casos (41,9%), sem relação com idade, sexo, duração da doença ou uso de drogas vasoativas; (b) Níveis de TnIc  <0,5 ng/ml nas 40 crianças sem suspeita de lesão cardíaca e >0,5 ng/ml nas 8 crianças com possibilidade de lesão cardíaca, confirmando a sensibilidade e especificidade do método; (c) Níveis séricos de TnIc >0,5 ng/ml em 13 das 36 crianças com DM (36,1%) sem relação com idade, sexo, duração da doença, uso de drogas vasoativas, sorogrupo da Neisseria meningitidis ou com a mortalidade; (d) Tendência de níveis elevados de TnIc nos pacientes com as formas mais graves da doença e que necessitaram reposição volêmica. Conclusões: A mioocardite é frequente e aparentemente precoce na DM da criança e níveis séricos da TnIc estão frequentemente elevados nas fases iniciais da doença. As observações em conjunto permitem afirmar que na DM meningocócica da criança há lesões miocárdicas precoces, mas de intensidade mínima ou moderada, não permitindo correlacioná-las com a falência miocárdica observada em alguns casos da doença.

Palavras-chaves: 1-Meningite; 2-Miocardite; 3-Meningococcemia; 4-Troponina I.

Doenças sexualmente transmissíveis na penitenciária feminina do Espírito Santo: prevalência, perfil clínico e fatores de risco

AUTOR: ANGÉLICA ESPINOSA BARBOSA MIRANDA

ORIENTADOR: Maria Carmen Viana

CO-ORIENTADOR: Paulo Roberto Merçon de Vargas

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL: Mestrado

DEFESA EM: 29/10/1998

RESUMO:   Introdução:  A população carcerária parece concentrar pessoas que apresentam risco elevado para doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, já que comportamentos de risco são freqüentemente observados nessa população. DST são um problema de saúde importante entre a população encarcerada. Informações acuradas sobre os índices de DST e a freqüência dos comportamentos de risco nesta população é um pré-requisito para o planejamento e assistência adequada aos cuidados de saúde. A correlação entre a infecção pelo HIV e outras DST são únicas e complexas. No entanto, pouco é conhecido sobre a dimensão desse problema nos sistemas penitenciários do Brasil. Objetivos: Determinar a prevalência de doenças sexualmente transmissíveis;  avaliar  o perfil de co-morbidade e identificar os fatores de risco associados à estas infecções entre mulheres encarceradas na penitenciária feminina do Estado do Espírito Santo. Métodos: Um estudo de corte transversal foi realizado de março a setembro de 1997. Todas as mulheres encarceradas durante esse período foram convidadas a participar do estudo. Uma entrevista detalhando informações sócio-demográficas, criminais e fatores de risco foi realizada com cada participante, uma amostra de sangue foi colhida e realizado exame clínico e ginecológico.  Resultados: Cento e vinte e uma mulheres foram incluídas no estudo. A média de idade foi 30,2 anos (DP 9,0) e a média de escolaridade foi 4,8 anos de estudo (DP 3,5). Em relação à cor da pele, 48% eram pardas, 42% brancas e 10% eram negras. Trinta e sete por cento das mulheres eram solteiras e 39% casadas. Em relação à atividade criminal, a maioria estava associada ao envolvimento com drogas, mas outros delitos também foram relatados. A média de tempo de encarceramento foi de 10,9 meses (DP 23.0), variando de 1 mês a 16 anos. Dezenove por cento das mulheres tiveram pelo menos um episódio anterior de encarceramento. As taxas de prevalência encontradas foram: HIV 9,9% (n=12), HTLV1 4,1% (n=5), HBV 7,4% (n=9), HCV 19% (n=23), sífilis 15,7% (n=19), GC 7,6% (n=9), CT 11% (n=13), HPV 9,3% (n=11), tricomoníase 29,7% (n=36) e vaginose bacteriana 15,2% (n=18). O uso regular de preservativos não foi freqüente (21.5%). Prática freqüente de sexo anal e oral foi relatado por 18% e 80%, respectivamente. Atividades homossexual e bissexual foram relatadas por 4% e 11% das participantes. O uso de drogas prévio ou atual foi relatado por 54.5%,  sendo que 11% admitiu o uso endovenoso. Uso excessivo de álcool e tabaco foi relatado  49% e 70%; 16% tinham história de transfusão sangüínea, 24% apresentava pelo menos uma tatuagem. O uso de preservativos e o tipo de atividade sexual não se associaram com a presença de DST. O fator que mais se associou com as infecções estudadas foi o uso de drogas. Conclusões: As taxas de prevalência de DST identificadas neste estudo foram altas quando comparadas com as taxas da população feminina geral, mas estão de acordo com as taxas observadas em outras populações encarceradas.  

Palavras-chaves:  1- Doenças sexualmente transmissíveis – mulher; 2- Presídio.

Muğla Escort Aydın Escort Çanakkale Escort Balıkesir Escort