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Prevalência da infecção pelo virus de Epstein-Barr em crianças e adolescentes de diferentes condições sócio-econômicas no Município de Vitória, ES

AUTOR:   CECÍLIA MARIA FIGUEIRA SILVA

ORIENTADOR: Fausto Edmundo Lima Pereira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  09.08.2001

RESUMO/ Introdução:  O virus Epstein-Barr (EBV) tem variações geográficas na prevalência e na idade da soroconversão, e há poucos relatos sobre a sua ocorrência no Brasil.  No Espírito Santo onde linfomas relacionados ao EBV, como os de Burkitt e de Hodgkin, são frequentes em crianças, não se conhece a prevalência do virus.  Objetivos:  Estudar a prevalência do EVB em crianças e adolescentes até 21 anos de idade, de diferentes condições sócio-econômicas.  Local e tipo de estudo:  Estudo de prevalência (corte transversal realizado no município de Vitória, nos bairros de São Pedro (SP) e Praias (P).  Amostras e Métodos: Em 283 crianças e adolescentes, dos quais foram coletados dados sócio-demográficos e feita avaliação clínica, foi realizada no soro, pesquisa de anticorpos anti-VCA e anti-EBNA do EVB.  Resultados:  Houve 71% de positividade para o anti VCA e 54% para o anti-EBNA (p=0,000).  A frequência do anti-VCA foi significativamente maior e a idade da soroconversão menor na amostra do bairro São Pedro em relação ao bairro Praias (SP = 77,9% e P = 63,78%; p=0,012; de 1 a 5 anos: SP=64,2% e P=32%, p=0,03;  de 5 a 9 anos: SP=94,2% e P=55,3%; p=0,019 e de 9 a 13 anos: SP=96,4% e P=92,8%, p=0,500).   Dos fatores socio-demográficos, apenas a renda familiar e a escolaridade materna tiveram correlação significativa com maior frequência de sorologia positiva para o anti-VCA (78,3% e 63,7%) respectivamente nos grupos com renda <20 ou >20 salários mínimos; p=0,013; 80,1% e 64,6% respectivamente se a escolaridade materna era até o fundamental ou acima; p=0,004.  A prevalência da infecção foi maior nas crianças que frequentaram creches na amostra de São Pedro (83,8% para as que frequentaram e 21,4% para as que não frequentaram, no mesmo grupo etário; p=0,009).  Conclusões:  A prevalência de EBV é alta na população de Vitória, com curva de distribuição etária intermediária em relação ao observado em países desenvolvidos ou em países menos desenvolvidos economicamente.  A infecção foi mais prevalente e mais precoce nas crianças e adolescentes de famílias de mais baixa renda e de menor escolaridade.  

Palavras-chaves:  1. EBV; 2. Prevalência do EBV; 3. Anti-VCA; 4. Anti-EBNA.

Estudo da Associação entre Tuberculose Pulmonar e Nematóides Intestinais

AUTOR:   RICARDO TRISTÃO SÁ

ORIENTADOR: Reynaldo Dietze

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  27.12.2001

RESUMO/Introdução:  Recentemente tem sido demonstrado que as infecções helmínticas podem favorecer a infecção por outros patógenos.  Objetivo:  Avaliar a frequência de nematóides intestinais em pacientes com tuberculose pulmonar e em controles para verificar se há uma associação significativa.  Pacientes e Métodos:  Estudo caso controle, com 58 pacientes com tuberculose pulmonar e 120 controles, semelhantes na idade, sexo e local de habitação.  O diagnóstico de tuberculose pulmonar foi confirmado por exame bacteriológico em todos os casos.  Os exames parasitológicos de fezes foram realizados pelos métodos de Kato-Katz e Baermann-Moraes.  Resultados:  A frequência de pelo menos um nematóide intestinal foi significativamente maior nos pacientes com tuberculose pulmonar (OR=2,74; IC95%=1,32-5,71; p=0,005).  Quando se separam os casos e os controles pelo sexo, a diferença só é significativa no sexo masculino.  Uma análise de regressão logística, ajustada para idade, sexo e presença de etilismo crônico, mostrou que a presença de pelo menos um nematóide intestinal estava associada de modo significativo e independente com a tuberculose pulmonar.  Dos nematóides intestinais o Strongyloides stercolaris foi o mais prevalente e estava associado também de modo independente com a tuberculose pulmonar nos indivíduos do sexo masculino.  Conclusões:  Os resultados mostram que a frequência de nematóides intestinais é significativamente maior nos homens com tuberculose pulmonar do que nos controles7777777777.  Pode-se admitir que o efeito modulador da resposta imunitária induzido pela infecção helmíntica tenha facilitado a infecção com o Mycobacterium tuberculosis e/ou a progressão da doença.  Não temos uma explicação satisfatória para  a não observação da associação entre helmintos intestinais e tuberculose pulmonar nos pacientes do sexo feminino. 

Palavras-chave:  tuberculose; helmintíase; nematóides intestinais; Strongyloides stercolaris.

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