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Prevalência e fatores de risco para a infecção por HIV, Sífilis, Hepatie B, Hepatite C e Infecção por HTLV-I/II em parturientes e gestantes de baixa renda atendidas na Região Metropolitana de Vitória-ES

AUTOR:   LÚCIA HELENA MELLO DE LIMA

ORIENTADORES:  Maria Carmen Viana e Fausto Edmundo Lima Pereira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  25.08.2003

RESUMO/Introdução: As doenças sexualmente transmissíveis estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. A sua ocorrência durante a gravidez e lactação pode representar um maior risco de morbidade e mortalidade para o feto e o neonato devido à transmissão vertical. O conhecimento da prevalência dessas doenças em gestantes, em uma determinada região, é importante, portanto, para que se possa implementar medidas de prevenção e de intervenção para conter a disseminação dessas doenças e a sua transmissão vertical.

Objetivos: Identificar a prevalência da infecção por HIV, sífilis, hepatites B e C e infecção por HTLV-I/II em parturientes e gestantes de baixa renda atendidas na Região Metropolitana de Vitória. Descrever as características sócio-demográficas e clínicas dessa população; investigar os padrões de atividade sexual, uso de substâncias psicoativas, violência doméstica e comportamentos de risco dos parceiros sexuais dessa população e identificar possíveis fatores de risco e de proteção associados a essas infecções.

Métodos: Um estudo de corte transversal foi realizado de fevereiro a outubro de 1999 avaliando parturientes e gestantes atendidas na maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (SCMV) e na Unidade de Referência Ambulatorial (URA) de Carapina município da Serra, respectivamente. As pacientes foram convidadas a participar do estudo sendo submetidas a uma entrevista semi-estruturada, após a qual foi colhida uma amostra de sangue para a realização de exames sorológicos (HIV 1 e 2, VDRL, HbsAg, anti-HCV, e HTLV-I/II).

Resultados: Quinhentos e trinta e quatro pacientes foram incluídas no estudo, sendo 332 parturientes e 202 gestantes, com taxa de resposta de 100% nos dois grupos. A média de idade das participantes foi de 24,8 anos (DP 6,5) e a média de escolaridade foi de 6,3 anos de estudo (DP 3,0). As taxas de soroprevalência encontradas foram: HIV 0,6% (n=3), sífilis 2,7% (n=14), HBV 1,1% (n=6), HCV 1,4% (n=6), HTLV-I/II 1,3% (n=6). Os fatores associados às infecções foram: 1) HIV: história de DST na gravidez; relato de parceiro atual com história de transfusão de sangue e parceiro anterior HIV positivo; 2) Sífilis: história de qualquer DST pregressa; DST na gravidez atual; uso de drogas no grupo de parturientes; violência doméstica; relato de parceiro atual com múltiplas parceiras sexuais, usuário de drogas, alcoolista ou com história de DST; 3) Hepatite B: não foram encontrados fatores estatisticamente associados, embora diversos tenham produzido OR elevados; 4) HCV: tatuagem; transfusão de sangue; parceiro anterior com história de transfusão de sangue; e 5) HTLV: história de violência doméstica.

Conclusões: A prevalência do HIV foi semelhante aos estudos-sentinela realizados no Brasil. Apesar da ampla cobertura de atendimento pré-natal (94%), foram observadas altas taxas de prevalência de sífilis entre as parturientes. As taxas de prevalência do HBV e do HCV foram semelhantes às relatadas na literatura. Foram, também, identificadas taxas de prevalência de infecção por HTLV-I/II elevadas, embora sejam necessários estudos complementares com a utilização de exames confirmatórios. Os fatores associados às infecções avaliadas são condizentes com aqueles relatados por outros investigadores. 

Palavras-chaves:  HIV, Sífilis, Hepatite, HTLV

Co-Infecção HIV/VHC: Estudo da prevalência e da evolução clínica e mortalidade em pacientes co-infectados atendidos em Vitória-ES

AUTOR:   TÂNIA QUEIROZ REUTER MOTTA

ORIENTADORES:  Fausto Edmundo Lima Pereira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  19.12.2003

RESUMO/INTRODUÇÃO:  Existem poucas observações sobre a infecção com o vírus da hepatite C em pacientes com o vírus HIV (co-infecção HIV/VHC) no Brasil e tem sido demonstrado que  a evolução da hepatopatia pelo HCV é modificada pelo HIV.OBJETIVOS. Os objetivos do estudo foram: (a) Estudar a prevalência  e os fatores de risco associados com a infecção pelo VHC em pacientes HIV positivos atendidos no Hospital Universitário Cassiano A. de Moraes, em Vitória, Espírito Santo, no período Janeiro 1997-Dezembro  2002; (b) evolução clínica e laboratorial dos sinais de hepatopatia e a mortalidade nos  co-infectados.

MATERIAL E MÉTODOS: A prevalência foi estudada pela detecção de anticorpos anti-VHC em 803 pacientes HIV positivos atendidos no período, dos quais 319 foram tomados aleatoriamente para controle dos fatores de risco da co-infecção. A evolução dos sinais de hepatopatia foi feita pelo exame físico e avaliação da TGP na época do diagnóstico e no final da avaliação. Foi feita análise de sobrevivência para avaliar a mortalidade por insuficiência hepática comparada com outras causas.

RESULTADOS: A prevalência da co-infecção foi de 17,5% (141 pacientes; IC a 95%:14,9-20,1) e o uso de drogas injetáveis (OR 28,71; 95% CI: 15,60-53,60) e cocaína inalada (OR 8,27; 95% CI: 3,30-21,20), foram os fatores de risco significativamente associado à co-infecção. Nos 141 co-infectados as manifestações de hepatopatia pioraram no período de observação em 44/141 (31,4%) dos pacientes, e não esteve relacionada com o tempo de uso de antiretrovirais (p= 0,134). Vinte e um pacientes morreram (15,85%), dos quais 7 (33,3%) em insuficiência hepática durante os cinco anos de acompanhamento. A mortalidade não se relacionou com idade, estagio clinico da infecção pelo HIV, exame físico inicial relacionado a hepatopatia, o tempo após o diagnóstico da co-infecção ou uso abusivo de álcool, mas foi significativamente maior nos pacientes com maior carga viral e menor número de LT CD4+ (p=0,02 e p=0,03 respectivamente). Alem disso, o tempo de sobrevivência foi maior nos pacientes tratados com HAART (p<0,001), e o uso de antiretrovirais não se relacionou com óbito por insuficiência hepática (p=0,134). A análise de sobrevivência mostrou que a mortalidade foi maior nos que não usaram a HAART, mas esta não esteve associada á mortalidade por insuficiência hepática.

CONCLUSÕES: A prevalência da co-infecção HIV/VHC no Espírito Santo é semelhante à observada em São Paulo, sendo o uso de drogas injetáveis e cocaína inalada os fatores de risco significativamente associados à co-infecção. Nos cinco anos de observação, houve piora dos sinais de hepatopatia nos co-infectados, e a insuficiência hepática foi a causa do óbito em 33,3% dos pacientes, não havendo  evidências de que, a HAART  pudesse estar  associada à evolução da hepatopatia nesses pacientes. Os resultados confirmam que a co-infecção HIV/VHC  é freqüente e que insuficiência hepática é causa de morte importante nos co-infectados. 

Palavras-chaves: Co-infecção HIV/VHC, Hepatite C, AIDS, Vírus da Hepatite C

Infecção amniótica em gestantes atentidas em hospitais públicos de Vitória-ES. Estudo da prevalência, fatores de risco, diagnóstico, anatomia patológica e desfecho reprodutivo

AUTOR:   PAULO BATISTUTA NOVAES

ORIENTADORES:  Paulo Roberto Merçon de Vargas

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  22.12.2003

RESUMO: A infecção amniótica é um determinante de amniorrexe e trabalho de parto prematuros, infecções puerperal e perinatal e óbitos materno e perinatal, portanto, com elevados custos humano, social e econômico. Apesar disto, vários aspectos desta doença ainda são mal conhecidos, notadamente quanto à prevalência, aos fatores de risco e ao problema diagnóstico. Objetivo: descrever a prevalência, seus determinantes e o desfecho reprodutivo atribuível à infecção amniótica em gestantes de baixo nível sócio-econômico. Casuística e métodos: 476 gestações não gemelares, com idade gestacional maior que 27 semanas, selecionadas como amostra de corte transversal correspondendo a 28,8% de todas as terminações ocorridas entre 12 de março e 6 de abril de 1999 em maternidades públicas da Região Metropolitana de Vitória, ES. Os dados clínicos foram extraídos dos prontuários institucionais e completados por anamnese, durante a internação, empregando-se como protocolo de pesquisa a História Clínica Perinatal Básica do Sistema Informático Perinatal (CLAP/OPAS/OMS). Uma amostra de sangue e da secreção vaginal obtidos durante a internação, bem como os anexos fetais foram examinados pelas técnicas rotineiras. O diagnóstico de infecção amniótica foi estabelecido pela presença de corioamnionite histológica. As associações entre esta e as variáveis clínicas e laboratoriais foram analisadas em tabelas de contingência, calculando-se os índices de contraste pertinentes para avaliação do risco e valor diagnóstico. Resultados: A prevalência de infecção amniótica foi de 29,4% (IC 95%: 25,3 a 33,5%). Os achados mais proeminentes foram: cor não branca (83,9%), baixa escolaridade (75,4%), ocupação do lar (60,3%), gravidez na adolescentes (30,2%), não ter parceiro fixo (19,7%), menos de 6 consultas pré-natais (45,7%), fluxo vaginal (47,5%), anemia materna (45,2%), hipertensão arterial (15,0%), uso de tabaco (13,6%), infecção urinária (9,0%), parasitose intestinal (6,5%), sífilis (1,1%), prematuridade (6,6%), baixo peso ao nascer (10,6%), PIG (11,9%) e mortalidade perinatal: (19,1:1.000). Infecção puerperal foi observada em 0,6%, pneumonia neonatal em 1,7% e septicemia neonatal em 4,4%. Apenas multiparidade, bolsa rota por mais de 18 horas e eliminação de mecônio associaram-se com risco significativo para infecção amniótica, enquanto idade materna maior que 35 anos, hipertensão arterial e coito na última semana da gestação parecem ser fatores de proteção. Os marcadores clínicos clássicos, leucocitose e VHS, considerados isoladamente, têm valor diagnóstico limitado, embora este valor se eleve quando os marcadores são considerados em conjunto. Conclusão: A demonstração, em nível local, de uma grande prevalência de infecção amniótica e sua associação com condições e doenças típicas de baixo nível sócio-econômico, com pré-natal inadequado, com alguns fatores de risco e com desfechos materno e perinatal ruins, deve servir de estímulo para a implementação de programa específico de intervenção durante o pré-natal, o parto e o nascimento. Mas evidencia, também, que cabe ao obstetra engajar-se na luta por melhores educação, condições gerais de vida e qualidade de assistência materno-infantil. 

Palavras-chaves: Corioamnionite, infecção amniótica, prevalência, patologia, epidemiologia, diagnóstico, saúde pública.

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