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Strongyloides stercoralis e Alcoolismo Crônico

AUTOR:   CARLA COUZI MARQUES

ORIENTADOR:  Fausto Edmundo Lima Pereira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  17.05.2005

RESUMO/ Introdução: Há relatos de que o uso abusivo do etanol está relacionado a maior prevalência de S. stercoralis identificado em exame parasitológico de fezes. Objetivos: Estudar: (a) a prevalência de S. stercoralis em alcoolistas crônicos e em controles, com os métodos de Baermann e sedimentação; (b) a prevalência de alcoolismo crônico em pacientes com exame parasitológico positivo para S. stercoralis e (c) avaliar os níveis de cortisol plasmático em alcoolistas crônicos com e sem S. stercoralis. Pacientes e Métodos: (1) 190 alcoolistas e 111 controles (método de Baermann para pesquisa do S. stercoralis); (2) 156 alcoolistas e 591 não alcoolistas (método de sedimentação para pesquisa do S. stercoralis), todos atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antônio de  Moraes (HUCAM). Foi feita a dosagem do cortisol plasmático em 46 alcoolistas sendo 23 com S. stercoralis; (3) 49 alcoolistas crônicos e 129 não alcoolistas atendidos na Unidade Regional de Saúde Feu Rosa no município de Serra; (4) revisão de prontuários de 504 alcoolistas atendidos no Programa de Atendimento ao Alcoolista do HUCAM e 591 não alcoolistas, atendidos no mesmo Hospital nos anos de 2001 e 2002, sendo os  dois grupos pertencentes à mesma classe sócio-econômica e procedentes dos mesmos bairros da Região Metropolitana de Vitória. (5) revisão dos prontuários de pacientes atendidos no HUCAM que tiveram exame parasitológico positivo para S. stercoralis no ano de 2003, para investigar o diagnóstico de alcoolismo crônico. Resultados: Em todas as amostras a prevalência de exame positivo para S. stercoralis foi significativamente maior nos alcoolistas do que nos respectivos controles (OR variando de 3,41 a 4,92 e os IC variando de 1,58 a 8,36). Na amostra tomada pelo levantamento de prontuários, com número adequado de mulheres, a diferença é significativa nos dois sexos, o que não ocorreu nas outras amostras do HUCAM  e na amostra da Unidade Regional de Saúde Feu Rosa, nas quais o número de mulheres alcoolistas era muito pequeno. Entre 188 pacientes (59 mulheres e 129 homens; p<0,05) com S. stercoralis detectado nos exames parasitológicos do laboratório do HUCAM, no ano de 2003,  alcoolismo crônico foi detectado em 41,17% de 51  pacientes cujos prontuários tinham informação segura sobre diagnóstico de alcoolismo. O cortisol plasmático não mostrou diferença significante nos alcoolistas com ou sem S. stercoralis. Conclusões: Os resultados demonstraram que: (a) é significativa a prevalência de exame coprológico positivo para S. stercoralis em alcoolistas crônicos de ambos os sexos; (b) houve relação direta entre a quantidade média de etanol ingerida e a freqüência do S. stercoralis no exame coprológico; (c) alcoolismo crônico foi um fator independente, associado à presença de S. stercoralis no exame coprológico; (d) as variáveis analisadas não permitiram identificar se a maior freqüência do exame positivo está relacionada à maior prevalência do parasita ou se a uma facilitação na produção e eliminação de larvas; (e) não houve relação entre cortisol plasmático e prevalência do S. stercoralis nos alcoolistas crônicos onde o hormônio foi avaliado; (f) a prevalência significativa de exame positivo para S. stercoralis no laboratório de rotina do HUCAM,  em pacientes do sexo masculino foi possivelmente relacionada com a alta freqüência de pacientes alcoolistas (a maioria do sexo masculino) atendidos no HUCAM.

Palavras-chaves: alcoolismo; Strongyloides stercoralis; cortisol

Prevalência de DST, Padrão de Comportamento e Aspectos Relacionados à Saúde Reprodutiva das Mulheres Atendidas em Unidade Básica de Saúde em Vitória-ES

AUTOR:   MARA REJANE BARROSO BARCELOS

ORIENTADOR:  Angélica Espinosa Barbosa Miranda e Paulo Roberto Merçon de Vargas

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  05.09.2005

RESUMO/Introdução: Medidas preventivas e assistenciais para mulheres são importantes para a saúde pública. Os riscos associados com a saúde das mulheres incluem gravidez e maior chance de contrair DST, incluindo AIDS.  Objetivos: Descrever a prevalência de DST, o perfil de comportamento e os aspectos relacionados à saúde reprodutiva das mulheres atendidas em unidade básica de saúde do Município de Vitória, Brasil. Métodos: Estudo transversal realizado de julho de 2003 a março de 2004 em uma área assistida pelo Programa de Saúde da Família, entre mulheres de 15 a 49 anos. Uma entrevista face a face com dados sócio demográficos, clínicos e comportamentais foi realizada. Uma amostra de sangue foi coletada para testes de HIV, HBV, HCV e sífilis; espécimes genitais foram coletadas para citologia, gram  e cultura, e uma amostra de urina foi coletada para PCR- Chlamydia trachomatis. A análise estatística usou métodos descritivos e análise multivariada dos dados. Este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Estado do Espírito Santo. Resultados: Durante o estudo, 300 mulheres foram incluídas. A média de idade foi 30,0 (distância interquartil (IQR) 24; 38) anos; a média de idade do primeiro intercurso  sexual foi de 17,3 (DP 3,6) anos e a média de idade da primeira gravidez foi 19,2 (DP 3,9) anos. Cerca de 70% delas teve até 8 anos de estudo; 5% relataram DST prévias; 8% uso de drogas ilícitas e 11% estupro. Apenas 23,7% relataram uso regular de preservativo. Problemas clínicos encontrados: úlcera genital (3,0%); disúria (7,7%); descarga vaginal (46,6%); prurido (20,0%) e dor pélvica (18,0%). Teste de HIV prévio foi relatado por 43,6% e 15,3% nunca haviam sido submetidas à Citologia Oncótica. As prevalências das infecções foram: Chlamydia trachomatis 7,4%; gonorréia 2,0%; tricomoníase 2,0%; vaginose 21,3%, candidíase 9,3%; relatos citológicos sugestivos de HPV 0,3%; sífilis 3,0%; HIV 3,3%; HBV 0,7% e HCV 1,7%. Conclusões: As mulheres representam uma população vulnerável em relação à sexualidade. Elas não percebem nelas mesmas o risco para DST e não se protegem. Esses resultados encontraram elevada freqüência de DST e mostraram a necessidade de medidas de prevenção, incluindo, entre outros, rastreamento para DST e programas de redução de risco.

Palavras-chaves: Mulheres, prevalência, DST, AIDS, comportamento de risco, saúde reprodutiva

Agentes Infecciosos Associados à Diarréia Aguda em Crianças até Três Anos de Idade: Estudo em um Hospital de Referência no Município de Vitória-ES

AUTOR:   ANA DANIELA IZOTON DE SADOVSKY

ORIENTADOR:  Liliana Cruz Spano

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  14.10.2005

RESUMO: A diarréia aguda é uma causa importante de mortalidade infantil, nos países em desenvolvimento (OMS). A prevalência de rotavírus (RV), adenovírus (Ad), categorias diarreiogênicas de E. coli (DEC), Salmonella, Shigella, Cryptosporidium spp., Entamoeba histolytica e Giardia lamblia, foi pesquisada em crianças até 3 anos de idade. De fevereiro de 2003 a junho de 2004, foram obtidas 253 amostras fecais de crianças com diarréia aguda e 78 sem diarréia, atendidas no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), Vitória – ES. O estudo das bactérias foi feito em 241 amostras fecais (12 excluídas por uso de antimicrobiano) com isolamento de colônias caracterizadas bioquimicamente como E.coli em 219 e 68 casos com diarréia e sem diarréia, respectivamente. Estes casos foram submetidos à sorologia com anti-soros polivalentes (EPEC e EIEC) e testes de hibridização (Hibr) para pesquisa de genes de virulência para detecção de EPEC, ETEC, EIEC, EHEC, EAEC e DAEC. RV foram pesquisados em 147 casos por ensaio imunoenzimático (EIERA) e em 230, através da eletroforese em gel de poliacrilamida (EGPA), e Ad em 147 casos, por ensaio imunoenzimático (EIERA). Os protozoários foram pesquisados 88 amostras por ensaio Imunoenzimático (EIE). As crianças com diarréia foram divididas em: Grupo I (88 casos = todos os agentes pesquisados), Grupo II (147 casos = bactérias, RV e Ad - EIERA) e Grupo III (230 casos = bactérias e RV - EGPA) e as crianças sem diarréia compuseram o Grupo IV (78 casos = bactérias e RV - EGPA). Mais de 60% das amostras colhidas de crianças com diarréia aguda foram positivas para enteropatógenos, sendo as bactérias, os mais prevalentes, seguidos pelos vírus. DEC foram detectadas em 41,1% dos casos de diarréia aguda: EPEC em 3,6% (sorologia) e 9,1% (Hibr); EPEC típica (0,9 %); EPEC atípica (8,2%); EAEC (9,1%); DAEC (20,6%); EIEC (0,9%); ETEC (4,2%). Nas crianças sem diarréia, detectou-se EPEC (10,3%); EAEC (20,6%); DAEC (16,2%); ETEC (1,5%). EHEC não foi detectada. Nas crianças com diarréia aguda foram detectados Shigella (4,6%), Salmonella (2,9%), RV em 35,2% (EGPA) e 50% (EIERA); Ad (8,2%) e E. histolytica (8%), Cryptosporidium spp. (11,4%) e G. lamblia (14,8%). Concluindo, EPEC típica, EIEC e ETEC foram detectadas apenas ou predominantemente nas crianças com diarréia. EPEC atípica, EAEC e DAEC não estiveram relacionadas com diarréia aguda, exceto EAEC nas crianças acima dos dois anos de idade (p = 0,026). RV foi agente infeccioso mais prevalente considerando somente DEC classicamente patógenas (EPEC típica, ETEC, EIEC, Shigella e Salmonella), nos menores de 18 meses de vida e nos meses de março a setembro de 2003. As associações entre enteropatógenos foram freqüentes, sendo os protozoários, o grupo de enterópatógenos com o maior número de associações. Dos protozoários avaliados, apenas G. lamblia parece ser agente etiológico isolado de diarréia aguda.

Palavras-chaves: Diarréia em crianças, Gastroenterite, Rotavírus, Enterobactérias

Prevalência de Helmintos Intestinais e Avaliação Nutricional em Crianças e Adolescentes das Comunidades Indígenas do Espírito Santo

AUTOR:   ENEIDA FARDIN PERIM BASTOS

ORIENTADOR:  Fausto Edmundo Lima Pereira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  01.12.2005

RESUMO:   As comunidades indígenas vêm sofrendo diversas mudanças em seu processo de aculturação, desde a aquisição de hábitos culturais que lhe trazem melhores condições de vida até outros nem sempre muito saudáveis. De acordo com os levantamentos realizados e publicados nessa área, a prevalência de parasitoses intestinais associada a graus variáveis de desnutrição nessa população é freqüente e preocupante.  No Espírito Santo, existem comunidades indígenas compostas pelas etnias tupiniquim e guarani, que vivem no litoral capixaba, das quais pouco se conhece sobre sua situação de saúde. Os objetivos do estudo foram: a) avaliar a prevalência de helmintos intestinais e o estado nutricional de crianças e adolescentes de um a vinte anos dessa população; b) avaliar condições de habitação e hábitos de higiene e correlacioná-los com as parasitoses e o estado nutricional; c) avaliar a freqüência das queixas de manifestações alérgicas e sua relação com as parasitoses intestinais; d) verificar a abrangência do programa de vacinação obrigatória. Amostras e Métodos: Foi examinada uma amostra fecal de cada criança ou adolescente (num total de 611) pelos métodos de Kato-katz, Baermann e de sedimentação. Foram coletados dados sociodemográficos como: idade, sexo, etnia, renda familiar, educação dos pais, hábitos de higiene, condições de habitação e vacinas tomadas.  Resultados e Conclusões: A prevalência de pelo menos um helminto foi de 48,8% (285/583), sendo o A. lumbricoides (35,8%) e T. trichuris (18,4%) os mais prevalentes nas diversas aldeias. A freqüência dos demais helmintos foi inferior a 5% em todas as aldeias. A análise de regressão logística binária mostrou que as variáveis não usar água filtrada e tomar banho de rio, quando analisadas em relação a outras variáveis, permaneceram significativamente relacionadas com a presença de pelo menos um parasita no exame de fezes. Observou-se algum grau de desnutrição em 19,2% das crianças de um a três anos de idade e 16,5% entre três e dez anos. Não houve relação entre a presença de risco nutricional e helmintos intestinais. Sobrepeso foi mais freqüente entre as meninas de dez a vinte anos (17%), dez vezes mais freqüente que nos meninos da mesma faixa etária. Não houve relação entre desnutrição e presença de helmintos. A prevalência de queixas de manifestações alérgicas foi baixa e não teve relação com a presença de helmintos intestinais. A cobertura vacinal estava acima de 90% das crianças.

Palavras-chave: População indígena. Helmintos intestinais. Avaliação nutricional.

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