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Detecção de Metapneumovírus humano em crianças com bronquiolite viral aguda em Hospital de Referência no Município de Vitória-ES

AUTOR:   RÔMULO GORONCI SANT’ANA

ORIENTADORA:  Liliana Cruz Spano

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM:  11/01/2007

RESUMO: A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é a principal infecção aguda do Trato Respiratório Inferior (TRI) em crianças menores de 12 meses de idade. Vários vírus estão associados à BVA, como vírus respiratório sincicial (VRS), parainfluenzavírus (PIV) 1 e 3, rinovírus, adenovírus (AdV), coronavírus, influenza (Flu), bocavírus e metapneumovírus humano (hMPV). O VRS é o agente mais prevalente na BVA, seguido por hMPV, principalmente em crianças menores de um ano. O hMPV parece ter uma distribuição sazonal que se sobrepõe à do RSV, sendo então possível a ocorrência de co-infecção. O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de hMPV em crianças menores de um ano com BVA assistidas no setor de emergência de um hospital público de referência pediátrica na cidade de Vitória, Espírito Santo. Foram obtidos aspirados de nasofaringe de 215 casos durante os meses de março a setembro de 2004 e de 2005. Amostras de 167 casos foram testadas para presença de VRS, PIV, AdV e Flu através de reação de imunofluorescência indireta (RIFI) utilizando o Respiratory panel 1 Viral Screening & Identification KitTM (Chemicon International). A presença de hMPV e VRS foi testada de 210 e de 198 casos, respectivamente, através de Reação em Cadeia pela Polimerase após Transcrição Reversa (RT-PCR) seguida por semi-nested PCR. O RNA viral foi extraído a partir de 250 µl dos espécimes respiratórios através da metodologia de TRIzol™ (Life Technologies®), de acordo com as instruções do fabricante, e submetido a ensaios de RT-PCR para hMPV e VRS, utilizando iniciadores específicos para o gene N do hMPV e para gene G do VRS na PCR e na semi-nested PCR, após síntese de cDNA com iniciadores randômico ou específicos, respectivamente. No grupo de 167 amostras testadas por RIFI, 2 (1,2%), 3 (1,8%), 4 (2,4%) e 107 (64,5%) dos pacientes foram positivos para AdV, PIV 1, PIV 3 e VRS, respectivamente. O hMPV e VRS foram detectados por semi-nested PCR em 13,8% (29/210) e em 67% (133/198) dos casos, respectivamente. Em 8,6% (17/197) das amostras foram detectadas co-infecção de VRS e hMPV. Os resultados obtidos neste estudo mostram o hMPV como segundo agente mais freqüente em crianças menores de um ano com BVA, em conformidade com estudos prévios. Estudos posteriores esclarecerão o papel da co-infecção entre hMPV e VRS na gravidade da BVA. Além disso, análise filogenética das amostras positivas para hMPV e VRS permitirá identificar quais os genótipos circularam em nossa região no período em estudo.

PALAVRAS-CHAVES:  Infecções respiratórias em crianças; Bronquite em crianças; Vírus; Doenças respiratórias infantis.

Estudo de soroprevalência de toxoplasmose e gestantes atendidas na rede municipal de saúde de Vitória-ES

AUTORA:   KELLY ROSE AREAL

ORIENTADORA:  Angélica Espinosa Barbosa Miranda

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM: 07/05/2007

RESUMO:  Introdução: A toxoplasmose é de alta prevalência no Brasil.  A infecção durante a gravidez pode resultar em doença fetal com graves sequelas para a criança.  Objetivo: Determinar a soroprevalência de toxoplamose em gestantes atendidas nas Unidades de Saúde do Município de Vitória e avaliar fatores correlatos com a infecção.  Métodos:  Estudo de corte transversal, realizado de janeiro a dezembro de 2006, em 1153 gestantes atendidas nas Unidades de Saúde das seis regiões de saúde.  Entrevistas face-a-face contendo dados sócio-demográficos, epidemiológicos e clínicos foi realizada e sorologias para pesquisa de IgG, IgM e avidez de IgG pelo método de quimiluminescência (Diasorin) e eletroquimioluminescência (Biolab-Merrieux).  Resultados: A prevalência da infecção foi de 73,5% (IC 95% 70,95%-76,05%) para IgG e 1,3% (IC 95% 0,65%-1,95%) para IgM. Quando se considerou a avidez de IgG, a prevalência de infecção aguda foi de 1,1% (IC 95% 0,5%-1,7%). Um total de 26,5% (IC 95% 23,9%-29,0%) gestantes era susceptível à toxoplasmose e 72,2% (IC 95% 69,6%-74,8%) imunes.  A presença de anticorpos IgG esteve independentemente associada à aquisição de carne em feiras livres (1,78 (IC 95% 1,02-3,13).  Já a presença de anticorpos IgM durane a gravides apresentou associação com uma menor escolaridade (até quatro anos de estudo) [5,30 (IC95% 1,67-16,83)].  Conclusão:  Estes resultados corroboram a importância da adesão precoce ao pré-natal com a inclusão do ensaio de avidez de IgG no diagnóstico da toxoplasmose.  É necessário haver um maior rigor nas exigências sanitárias, no que diz respeito ao comércio de carnes sem registro.

PALAVRAS-CHAVES: Gravidez; Toxoplasmose; Diagnóstico laboratorial

Perfil fenotípico de células mononucleares do sangue periférico de pacientes portadores de febre do dengue em diferentes fases da doença

AUTORA:   BIANCA BORTOLINI MERLO

ORIENTADORA:  ELENICE MOREIRA LEMOS

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM: 15/06/2007

RESUMO: O objetivo deste trabalho foi avaliar aspectos da resposta imune celular em pacientes portadores de FD em diferentes estágios da doença. Amostras de sangue periférico de 22 pacientes, portadores de FD, foram coletadas em três fases da doença: fase aguda, Dia 0 (até 48 horas após o início dos sintomas), fase de convalescença, Dia 7 (uma semana após a primeira coleta) e fase pós-cura, Dia 60 (60 dias após a primeira coleta). As células mononucleares do sangue periférico foram marcadas com anticorpos específicos para diferentes populações e subpopulações celulares, e marcadores de ativação, CD25, CD69 e HLA-DR. Os resultados revelaram que os pacientes portadores de FD em todas as fases da doença, mas principalmente na fase aguda, apresentaram menor número de plaquetas. Foi também observado, na fase aguda da doença, um menor número de leucócitos circulantes, com diminuição do número de neutrófilos, monócitos e linfócitos.  A análise de subpopulações de linfócitos revelou que a diminuição do número dessas células era devido ao menor número de linfócitos B, T CD4+ e T CD8+. A análise de células NK mostrou que pacientes, na fase aguda da doença, apresentaram um menor número destas células mas, com uma maior porcentagem de células NK na população de linfócitos totais. Com relação ao estado de ativação das células os dados revelaram que, na fase aguda da doença, os pacientes apresentaram maior porcentagem de T CD4+ e T CD8+ expressando CD69, com aumento mais pronunciado em linfócitos T CD8+. Além disso, foi demonstrada uma maior porcentagem de linfócitos T CD4+HLA-DR+ e TCD4+CD25+, na fase aguda da doença e uma maior porcentagem de linfócitos T CD8+HLA-DR+ na fase de convalescença. A análise de associação, entre parâmetros hematológicos e o fenótipo das células mononucleares do sangue periférico com a presença de sinais e sintomas, da doença revelou que pacientes com doença mais grave apresentaram um menor percentual de linfócitos CD8+HLA-DR+ em relação aos pacientes com doença branda. Em relação aos demais parâmetros avaliados, não encontrou-se nenhuma diferença entre os dois grupos avaliados. Em suma, os dados sugerem que a resposta imune do hospedeiro é importante para a eliminação do vírus. Entretanto, estudos adicionais ainda são necessários para avaliar a influência da resposta imune na patogênese da infecção pelo vírus Dengue.     

PALAVRAS-CHAVES: Dengue; Imunopatologia; Células T4; Leucócitos

Efeitos do jejum agudo ou do jejum intermitente na evolução da peritonite bacteriana induzida por ligadura e punção do ceco ou por injeção intra-peritoneal de suspenção fecal em camundongos

AUTOR:   FERNANDO ANTONIO MARTINS BERMUDES

ORIENTADOR:  Fausto Edmundo Lima Pereira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Espírito Santo – Núcleo de Doenças Infecciosas

NIVEL:  Mestrado

DEFESA EM: 06/07/2007

RESUMO: Introdução. Jejum prolongado não é infrequente na prática médica e períodos intermitentes de jejum vêm sendo estudados como intervenção terapêutica para algumas doenças. Períodos intermitentes de jejum induzem aumento da longevidade e da resistência ao estresse em roedores. No entanto, pouco se conhece sobre o efeito dessas manipulações de dieta na evolução de infecções. Objetivos. Estudar a evolução de peritonite fecal em camundongos após jejum de 72 horas ou após períodos de jejuns intermitentes. Material e Métodos. Camundongos foram submetidos a jejum de 72 h e em seguida à ligadura e punção do ceco ou à  injeção intra-peritoneal de fezes (diluídas a 1:6 ou a 1:9). Camundongos submetidos a jejum intermitente de três dias a cada duas semanas ou em dias alternados, durante quatro meses, foram submetidos a peritonite por injeção intra-peritoneal de fezes com as mesmas diluições. Foi avaliada a mortalidade até duas semanas, quando os animais foram sacrificados para contagem e mensuração dos abscessos intra-peritoneais. Os abscessos recebiam os valores 1, 2 ou 3 conforme tivessem até 2, de 2 a 5 ou acima de 5 mm de diâmetro, respectivamente. Um escore para cada animal foi calculado pela soma dos valores obtidos da multiplicação do número de abscessos pelo valor atribuído ao seu tamanho. Animais controle, mantidos em dieta “ad libitum”, pareados por idade e sexo, foram submetidos aos mesmos procedimentos. Resultados. Nos animais submetidos ao jejum agudo ou intermitente, as manifestações do choque séptico foram sempre mais precoces e mais  graves, com maior mortalidade nas primeiras 48 h, embora nem sempre a diferença na sobrevivência (Kaplan-Meyer) tenha sido significativa. Nos sobreviventes, o escore dos abscessos era significativamente menor nos grupos submetidos a jejum, especialmente quando a peritonite fecal era induzida por injeção mais diluída de fezes (1:9), com menor mortalidade. Conclusões. Os resultados mostram que o jejum agudo ou o jejum intermitente aumentam a susceptibilidade ao choque endotóxico, mas aumenta resistência às bactérias, demonstrada pela menor extensão dos abscessos peritoneais formados.

PALAVRAS-CHAVES: jejum; jejum intermitente; peritonite fecal; choque endotóxico; camundongo.

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